Foto: Reprodução da Internet
Retrospectiva 2025: Por que as exportações de açúcar e etanol perderam o fôlego?
O setor sucroenergético brasileiro enfrentou um cenário desafiador em 2025. Após períodos de alta, as exportações de açúcar e etanol fecharam o ano em queda, refletindo mudanças na oferta global e ajustes nos preços internacionais.
De acordo com a análise do Radar Agro do Itaú BBA, baseada nos dados da Secex, o desempenho das vendas externas foi impactado por uma combinação de fatores econômicos e produtivos.
O Raio-X das Exportações
A queda foi generalizada entre os principais produtos do setor. Confira os números:
- Açúcar VHP (Bruto): O volume exportado foi de 29 milhões de toneladas, um recuo de 12% em comparação a 2024. O preço médio também sofreu uma baixa expressiva de 14%, fechando em US$ 410,1/t, resultando em uma receita de US$ 12,08 bilhões.
- Açúcar Refinado: Seguiu a tendência com 4 milhões de toneladas embarcadas (-10%). O preço médio caiu 16% (US$ 470,3/t), gerando um faturamento de US$ 2,03 bilhões.
- Etanol: O biocombustível registrou o maior recuo em volume, com 1,6 milhão de m³ (-15%). No entanto, foi o único a apresentar valorização no preço médio, que subiu 4% (US$ 571,4/m³), somando US$ 934 milhões em receita.
O que explica esse cenário?
A pergunta que fica é: por que o Brasil vendeu menos em 2025? Segundo os analistas do Itaú BBA, o principal motivo foi a dinâmica do mercado global.
“A combinação da queda nos preços e do aumento da oferta internacional levou à diminuição do volume exportado de açúcar, tanto do tipo VHP quanto do refinado”, aponta o relatório.
Em resumo, outros players internacionais aumentaram sua produção, o que saturou o mercado e empurrou os preços para baixo, tornando o cenário menos favorável para os embarques brasileiros do que nos anos anteriores.
Fonte: Jornal cana




