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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) previu um aumento de 12% a 14% na mistura de biodiesel no diesel fóssil vendido no país até março de 2024, com um aumento de 15% esperado até março de 2025.
Este movimento é bem recebido pelos produtores que estão pressionando a segurança jurídica para garantir a expansão dos investimentos, com a atratividade do parque industrial do país atualmente em torno de 50%.
“O aumento da mistura mostra que o governo federal confirmou seu compromisso com a transição energética e com a descarbonização, dando o impulso necessário para que a indústria retome o caminho da competitividade e o espaço perdido nos últimos anos”, afirmou a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).
“É um avanço desejado pelo setor, que está pronto para atender à nova demanda com a capacidade instalada atual”, disse Francisco Turra, presidente do conselho de administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). O ex-ministro também realçou que o biodiesel já provou ser eficiente para a redução de gases de efeito estufa.
“A decisão do CNPE beneficia o agronegócio, em especial a agricultura familiar, e amplia a confiança para a retomada de investimentos no setor”, complementou Erasmo Carlos Battistella, presidente da B8, líder em vendas do biocombustível no Brasil.
A produção de biodiesel atingiu 6,3 bilhões de litros no país no ano passado, com aumento de 10% a 12% em abril fazendo com que o volume ultrapassasse 7 bilhões de litros. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) prevê que a produção alcance cerca de 10 bilhões de litros até 2025.
O setor de produção registou um aumento de 13% na mistura no início do ano, em grande parte devido às celebrações em torno dos próximos eventos. Além disso, a regulamentação das importações de biodiesel foi considerada um desenvolvimento positivo.
A Agência Nacional do Gás Natural (ANP) defende a liberação das importações a partir de abril de 2024, limitando-as a 20% das entregas dos produtores. A decisão gerou críticas da Ubrabio e da Aprobio, mas o CNPE decidiu criar um grupo de trabalho para melhor avaliá-la.




