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Um relatório recente da Agência Internacional de Energia (AIE), divulgado na quinta-feira (18), revela que os conflitos na região do Mar Vermelho têm o potencial de retardar as exportações de petróleo em até duas semanas. O documento destaca que cerca de 10% do comércio mundial de petróleo marítimo e 8% do comércio global de GNL passaram por essa rota crucial em 2023. Com a rota alternativa pelo Cabo da Boa Esperança aumentando as viagens, a pressão nas cadeias de abastecimento global e os custos de frete e seguros também devem crescer, conforme afirmado pela AIE.
O relatório enfatiza que as crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio, responsáveis por um terço do comércio marítimo mundial de petróleo, deixaram os mercados nervosos no início de 2024. Os ataques aéreos dos EUA e do Reino Unido em resposta aos ataques a navios-tanque no Mar Vermelho pelo grupo apoiado pelo Irã elevaram as preocupações sobre uma escalada do conflito e possíveis interrupções no fluxo de petróleo pelos principais pontos de comércio.
Diante desses desafios, a AIE prevê que a China continuará liderando o crescimento da demanda de petróleo em 2024, impulsionada pelo setor petroquímico em expansão. A agência destaca sua prontidão para responder de forma decisiva a interrupções no fornecimento, mencionando que os países membros detêm reservas coletivas de aproximadamente 4 bilhões de barris, incluindo 1,2 bilhão controlados pelo governo, reservados exclusivamente para emergências. Essas reservas visam mitigar a ansiedade no mercado e preocupações entre governos, indústrias e consumidores de energia.
Fonte: poder 360




