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Stellantis afunda em rombo bilionário com EVs, volta correndo para V8 e diesel e aposta que Trump vai salvá-la, diz reportagem dos EUA

Foto: Reprodução da Internet

Enquanto o mercado de veículos elétricos (EVs) esfria e as regras ambientais recuam nos EUA, a montadora Stellantis, dona de marcas como Jeep, Ram, Dodge e Chrysler, estaria registrando prejuízos bilionários ligados à sua estratégia de eletrificação, segundo reportagem do site The Verge.

Perdas e provisões

  • A Stellantis vai registrar uma baixa contábil de cerca de R$ 138,2 bilhões ligada ao negócio de EVs — bem maior que as baixas já registradas por GM e Ford em apostas similares.
  • A empresa também reservou cerca de R$ 87,1 bilhões em provisões para garantias e recalls, incluindo a chamada de 320 mil híbridos plug-in Jeep 4xe por risco de incêndio nas baterias.

Estratégias do passado e do presente

A reportagem critica a cultura da Stellantis, comparando-a à de suas versões anteriores (como Fiat Chrysler e Chrysler Corp.), com foco em soluções rápidas e correções baratas e pouco apetite por mudanças tecnológicas profundas.

Retorno aos motores tradicionais

Nos EUA, a montadora estaria aproveitando o arrefecimento do interesse em EVs e as regulamentações mais frouxas do governo Trump para voltar a investir em picapes, SUVs e carros com motores V8 tradicionais.

  • A empresa planeja embarcar 100 mil motores Hemi V8 produzidos no México em 2026, que devem equipar modelos como Ram 1500 e Jeep Wrangler, atendendo à demanda por desempenho mesmo com o futuro pedindo outras direções tecnológicas.

Políticas ambientais e lucros

Em teleconferência com analistas, o novo CEO Antonio Filosa elogiou a chamada Big Beautiful Bill do governo Trump, dizendo que ela libera montadoras para escolher a mistura entre versões a combustão e elétricas e garante lucro adicional.

Esse cenário foi possível porque regulações ambientais anteriores foram desmontadas, inclusive aquela que obrigava a EPA (agência ambiental dos EUA) a tratar gases de efeito estufa como ameaça à saúde pública.

Sem pressão por EVs

Com as mudanças, montadoras nos EUA não enfrentam mais:

  • Multas por não cumprimento de metas de consumo e emissões
  • Necessidade de comprar créditos de carbono de empresas como a Tesla
  • Pressão para investir pesado em EVs

Assim, muitas voltaram a focar em SUVs e picapes a combustão, que acabaram elevando o preço médio dos carros zero-km nos EUA para acima de R$ 261 mil.

Problemas recentes e falhas de produto

O histórico da Stellantis com EVs é descrito como cheio de tropeços:

  • O Dodge Charger Daytona elétrico não empolgou e precisou ganhar versão a gasolina.
  • O Jeep Wagoneer S EV teria encalhado nas concessionárias por ser muito caro.
  • O Jeep Recon 2026 EV é citado como a próxima tentativa de competir com o Tesla Model Y, mas sem o benefício de crédito fiscal e com preço alto.

Falhas em segmentos chave

A empresa demorou a lançar um rival direto para SUVs compactos de grande volume (como Toyota RAV4 e Honda CR-V), só o fazendo agora com o novo Jeep Cherokee híbrido 2026.

Ram e mercado

A picape Ram perdeu fôlego após uma breve liderança sobre a Ford F-150, impactada pela polêmica saída do V8 e problemas de qualidade em modelos recentes.

Fonte: Noticias Automotivas
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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