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Prejuízo: General Motors registra US$ 6 bilhões em encargos após recuo nos carros elétricos

Foto: Reprodução da Internet

General Motors (GM) divulgou uma baixa contábil da ordem de US$ 6 bilhões, cerca de R$ 38 bilhões no balanço do último trimestre após uma retração no segmento de carros elétricos. Assim como a Ford, a GM também apostou com força em modelos 100% elétricos para o mercado norteamericano mas a demanda caiu, a marca reduziu o portfólio e agora se adapta ao perfil de veículo que o consumidor deseja. Para reverter perdas, a GM já investiu na produção de carros a combustão e uma nova geração dos motores V8.

Em 2025 a CEO Mary Barra admitiu erros com a aceleração dos investimentos em carros elétricos impulsionados pela administração anterior de Joe Biden. A GM já recuou em projetos de carros elétricos nos Estados Unidos, decidiu fazer um facelift no Bolt que estava fora de linha, reduziu as versões elétricas de Silverado entre outras ações.

Segundo o relatório da GM na imprensa, US$ 6 bilhões, ou R$ 32 bilhões desse montante correspondem a ajustes e cancelamentos de projetos relacionados à eletrificação, diretamente influenciados por um cenário regulatório e político mais desfavorável nos Estados Unidos. Outros R$ 5,9 bilhões estão associados a reestruturações na operação chinesa da companhia.

Desde 2021, a GM vinha intensificando seus investimentos em veículos elétricos (EVs) como parte de um compromisso ambicioso de eliminar gradualmente os modelos movidos a combustão até 2035. Esse movimento foi impulsionado por políticas ambientais rigorosas e incentivos fiscais adotados durante o governo anterior dos EUA.

Nos Estados Unidos, a montadora também está registrando baixas contábeis em dólar. Em um relatório recente, a GM comunicou uma baixa de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 32 bi) ligada à revisão de seus planos de produção de EVs, cancelamentos de contratos e ajustes na cadeia de suprimentos — além de outros US$ 1,1 bilhão referentes à reestruturação na China. Por lá, a GM perdeu muito mercado, cancelou projetos e agora usa submarcas como Baojun e Wuling para centrar seu desenvolvimento de modelos híbridos para outros mercados o que deve se refletir no futuro no contexto da companhia.

Fonte: o mecanico
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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