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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu na sexta-feira (9) com um grupo de executivos de empresas do setor de energia para debater investimentos na Venezuela e foi direto ao assunto: “Se vocês não quiserem entrar, é só me dizer, porque tenho outras 25 pessoas prontas para ocupar o lugar de vocês.”
Mas voltar à Venezuela depois da chegada do chavismo ao poder não será simples. Empresas americanas estão listadas em bolsas, devem dar explicações a seus acionistas e precisarão redefinir os seus investimentos no ano fiscal que nos Estados Unidos começa em abril.
E embora sentado à frente de Donald Trump – que falou olhando para ele e seu equivalente da Chevron, o presidente-executivo da ExxonMobil, a maior empresa petrolífera dos EUA, Darren Woods, descartou o país sul-americano como inviável para investimentos se não forem feitas reformas profundas.
Ao seu lado, o CEO global da Chevron, Michael Wirth, não se pronunciou, embora todos na sala concordem com as advertências de Woodas. A diferença entre a ExxonMobil – que saiu da Venezuela em 2006 – e a Chevron é que a segunda ficou no país. E nos últimos meses foi quem forneceu as informações para o governo americano sobre o setor naquele país assim que a crise que levou ao sequestro e à prisão de Nicolás Maduro se intensificou.
Mas recuperar a indústria petrolífera venezuelana não será simples, nem barato e, como exigiu o presidente da ExxonMobil, a presidente Delcy Rodrigues terá que praticamente reescrever e aprovar uma nova legislação do setor.
Fonte: JC PE




