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A divergência entre os preços praticados pela Petrobras para a gasolina e o diesel e a Paridade de Importação (PPI) tem crescido nos últimos dias, acompanhando a valorização do petróleo tipo Brent, que atingiu seu maior patamar em mais de quatro meses nesta terça-feira (19). Essa alta do Brent tem contribuído para aumentar a diferença entre os preços dos combustíveis da Petrobras e os valores internacionais.
O preço do Brent fechou ontem em US$ 87,38 por barril, registrando um aumento de 0,56%. Hoje, quarta-feira (20), a commodity estava em queda de cerca de 1,9% no início da tarde, cotada a US$ 85,73 por barril.
De acordo com os dados da consultoria StoneX, a defasagem da gasolina da Petrobras é estimada em R$ 0,38, enquanto a do diesel chega a R$ 0,25, com base nas cotações da tarde de hoje. A Petrobras está operando abaixo do preço internacional desde 7 de fevereiro para a gasolina e desde 19 de janeiro para o diesel, o que representa um período relativamente longo, conforme aponta a StoneX.
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calcula que os preços da gasolina A da Petrobras estão, em média, 19% abaixo da paridade de importação, o que equivale a uma diferença de R$ 0,66. Já o diesel está 13% abaixo, com uma defasagem de R$ 0,50.
Segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a gasolina da Petrobras apresenta uma defasagem de 24,59% em relação ao PPI, o que equivale a R$ 0,92, enquanto o diesel está 9,04% abaixo, com uma diferença de R$ 0,35.
O Itaú BBA estima que o preço da gasolina praticado pela Petrobras esteja 18% abaixo do PPI, enquanto o diesel está 13% abaixo. No entanto, é importante ressaltar que desde que a Petrobras adotou uma nova política de preços em maio do ano passado, o PPI não é mais o único referencial considerado pela empresa.
Essa estratégia comercial de preços leva em conta uma faixa de preço de referência, com um limite inferior representado pelo valor marginal e um limite superior pelo custo alternativo do cliente, que se aproxima do conceito de PPI. A analista do Itaú BBA, Monique Greco, destaca que a Petrobras ajustará os preços se estes se mantiverem fora dessa faixa por um período prolongado, visando evitar a volatilidade no mercado.
Essas análises e informações revelam um cenário em que os preços dos combustíveis no Brasil estão sendo influenciados não apenas pelos valores internacionais do petróleo, mas também por estratégias e políticas comerciais adotadas pela Petrobras. Acompanhe as próximas atualizações para entender como essa dinâmica pode afetar o mercado de combustíveis no país.
Fonte: biodieselbr




