Foto: Reprodução da Internet
Os baixos estoques de querosene de aviação (QAV) na Europa devido à guerra no Oriente Médio criaram temores de um apagão aéreo. A poucas semanas da alta temporada do verão europeu, é a maior crise no setor desde a pandemia.
Na quinta (16/4), o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), Fatih Birol, afirmou que o continente europeu terá “talvez umas seis semanas” de estoque de QAV.
Pelo menos duas grandes companhias aéreas europeias já anunciaram reduções nas atividades. A KLM vai cortar 160 voos em maio e a Lufthansa vai manter em solo aeronaves menos eficientes. (Dow Jones/Valor)
Já a Ryanair avisou que os fornecedores estão garantindo combustível apenas até parte de maio (Bloomberg/O Globo).
O alerta chegou no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel.
A trégua era uma das exigências do Irã para continuidade das negociações com os EUA.
Também está em curso desde 7 de abril um cessar-fogo de duas semanas entre EUA, Israel e Irã. Segundo Trump, uma nova rodada de negociações pode ocorrer nos próximos dias.
Mas o ceticismo em relação aos avanços para uma eventual paz levou o barril de petróleo a fechar em alta na quinta (16).
- O Brent para junho avançou 4,7% (US$ 4,46), a US$ 99,39 o barril.
- Ainda há pouco efeito prático dessas tréguas no mercado, já que o fluxo de petróleo e derivados no Estreito de Ormuz segue interrompido, sob ameaças tanto do Irã quanto dos EUA.
Ainda sem sinais concretos, a eventual reabertura do tráfego de navios em Ormuz também não resolve o problema no curto prazo e os impactos ainda devem ser sentidos por alguns meses.
Na semana passada, o diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), Willie Walsh, afirmou que o cessar-fogo não traria alívio imediato para o setor aéreo.
Walsh reconheceu que levará “meses” para que a oferta de combustível volte ao normal, em razão dos danos à capacidade de refino no Oriente Médio.
E a recuperação será trabalhosa: vão ser necessários pelo menos US$ 58 bilhões para reconstruir a infraestrutura de energia na região, segundo cálculos da Rystad Energy.
Fonte: Eixos




