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Dólar se aproxima novamente dos R$5,10 com atenção voltada para os juros nos EUA

Foto: Reprodução da Internet

A quinta-feira foi marcada por uma sessão volátil para o dólar, que teve um início de dia mais ameno após o anúncio de uma inflação ao produtor nos Estados Unidos abaixo do esperado. Contudo, ao longo do dia, a moeda norte-americana retomou forças e encerrou próximo aos R$5,10, impulsionada pelas apostas de que o Federal Reserve (Fed) postergará o início do corte de juros para julho ou setembro.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0908 reais na venda, registrando um aumento de 0,24%. Este valor representa o maior fechamento desde 9 de outubro do ano passado, quando atingiu 5,1315. No acumulado de abril, a divisa já apresenta uma elevação de 1,50%. Na B3 (BVMF:B3SA3), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento teve uma alta de 0,44%, alcançando 5,1005 reais na venda. O dia anterior já havia sido marcado por um avanço significativo do dólar, com uma valorização de 1,44% frente ao real.

Esse movimento ocorreu após o índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA aEpresentar um aumento de 0,4% em março, superando as expectativas, o que levou a uma reprecificação das apostas de cortes de juros nos EUA. Com isso, a curva de juros norte-americana passou a indicar um possível corte apenas em setembro, um prazo bem mais longo do que o esperado inicialmente. Na quinta-feira, o índice de preços ao produtor (PPI) nos EUA trouxe algum alívio ao subir 0,2% em março, após um aumento de 0,6% em fevereiro. Economistas consultados previam um aumento de 0,3% no mês passado.

Apesar do PPI ter ficado abaixo do esperado, o dólar perdeu força temporariamente em relação a outras moedas, incluindo o real. Entretanto, esse declínio foi breve, já que o impacto do CPI ainda influenciava os mercados globais. Os rendimentos dos Treasuries de dez anos, referência global de investimentos, permaneceram em níveis elevados acima dos 4,50%, o que limitou a queda consistente do dólar. O dia também foi marcado por falas de autoridades do Fed que reforçaram a mensagem de que não há pressa em cortar os juros.

O presidente do Fed de Nova York, John Williams, afirmou que “as perspectivas futuras são incertas e precisaremos continuar dependentes dos dados”. Em relação ao cenário local, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem dos vencimentos de junho. Além disso, o Brasil registrou um fluxo cambial total negativo de 684 milhões de dólares em abril até o dia 5. Em resumo, o dólar teve um dia volátil, refletindo as expectativas sobre os juros nos EUA e os dados econômicos divulgados.

A incerteza em relação aos cortes de juros futuros e os movimentos nos mercados globais continuam a influenciar o comportamento da moeda norte-americana frente ao real.

Fonte: investing
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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