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“Meu diesel é puro, eu não misturo ‘bio’ nele. Até por isso o preço dele é mais atrativo”, diz – sem meias palavras – a executiva de uma distribuidora para um possível cliente. O áudio circula desde ontem (12) entre profissionais da cadeia de diesel e biodiesel e parece confirmar, de vez, uma suspeita que incomoda o segmento há tempos: que fraudes no mandato de biodiesel estão se tornando prática corrente entre distribuidoras desonestas interessadas em aumentar seus ganhos.
O temor de que o mercado de óleo diesel vinha se tornando um alvo mais convidativo para fraudes em escala vem ganhando força há meses, conforme os números tanto da produção das usinas quanto das entregas falhavam, de forma consistente, em cobrir a demanda esperada.
Segundo a ANP, as distribuidoras movimentaram 67,2 milhões de m³ de óleo diesel B em 2024. Descontadas as vendas de diesel marítimo isento de mistura (1,33 milhão de m³), o mercado necessitaria de 9,03 milhões de m³ de B100 para atender à demanda.
Fonte: biodiesel




