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O dólar continua sua trajetória de desvalorização no final do ano, surpreendendo em um período tradicionalmente marcado pela saída de fluxo. Fatores externos positivos, como a melhora nas contas externas e a redução de receios sobre o diferencial de juros entre EUA e Brasil, estão impulsionando o real. Apesar da leve alta do dólar para R$ 4,83 devido à saída sazonal de fluxo, a moeda americana registra queda de 1,68% no mês e 8,44% no ano.
Análise do Cenário: O cenário externo favorável, marcado pela percepção de que o Federal Reserve encerrou seu ciclo de alta de juros, contribui para a baixa do dólar. A comunicação mais dovish do Fed se combina à postura cautelosa do Copom, proporcionando suporte ao real. A melhora nas contas externas, com superávits recordes na balança comercial, e a perspectiva de cortes de juros nos EUA abrem espaço para o fluxo de capital em países emergentes, favorecendo moedas como o real.
Perspectivas para 2024: As expectativas para 2024 são otimistas, refletindo-se na redução das projeções para o dólar. Bancos como o Itaú e o Bank of America revisaram para baixo suas estimativas. No entanto, riscos fiscais domésticos e a perspectiva de contínua redução da Selic podem limitar a baixa do dólar. O cenário fiscal interno é apontado como um dos principais riscos para o primeiro semestre, enquanto eventos como as eleições nos Estados Unidos e a mudança na presidência do Banco Central adicionam incerteza ao panorama cambial para o próximo ano.
Fonte: o globo




