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Ao contrário do que todo mundo pensava, energias renováveis podem acelerar o colapso das redes elétricas; EUA e países da Europa demonstram preocupação com esse cenário

Foto: Reprodução da Internet

As energias renováveis estão no centro das políticas climáticas ao redor do mundo. No entanto, um novo estudo realizado por pesquisadores chineses trouxe um alerta inesperado

Segundo a pesquisa, o crescimento acelerado da energia solar e da energia eólica pode estar pressionando equipamentos antigos das redes elétricas, especialmente os transformadores de energia.

O tema ganha ainda mais peso em um momento em que os Estados Unidos enfrentam redes envelhecidas e aumento do consumo de eletricidade, impulsionado por carros elétricos, casas mais eletrificadas e, sobretudo, centros de dados de inteligência artificial.

Transformadores antigos enfrentam novo tipo de estresse

De acordo com os cientistas da cidade de Chongqing, a alta integração das energias renováveis faz com que a eletricidade passe a circular de forma diferente nas redes. 

Em vez de fluir em um único sentido, como nos modelos tradicionais, a energia solar e eólica provoca uma chamada comutação bidirecional, ou seja, a eletricidade entra e sai dos transformadores com muito mais frequência.

Esse movimento constante cria mais desgaste nos componentes internos que regulam a tensão elétrica. 

Como resultado, os transformadores, que já são antigos em países como Estados Unidos e vários membros da Europa, acabam envelhecendo mais rápido do que o previsto.

Estudo mostra envelhecimento até 23% mais rápido

Ao testar um novo modelo de simulação, a equipe chinesa descobriu que esse fluxo bidirecional provocado pelas energias renováveis pode fazer com que os transformadores envelheçam 23% mais rápido do que os padrões atuais indicam.

Esse dado foi publicado no dia 16 de janeiro na revista científica Power System Technology

O artigo chama atenção porque os transformadores são peças-chave do sistema elétrico. Sem eles, a eletricidade não chega de forma segura às casas, empresas e indústrias.

“Este artigo aborda, pela primeira vez, os efeitos da comutação frequente do fluxo de energia bidirecional devido à integração da energia solar nas características operacionais e na vida útil do isolamento de transformadores eólicos e de energia de alta velocidade”, disse a equipe no estudo.

Além disso, o alerta surge em um cenário de escassez global de transformadores. A demanda por esses equipamentos disparou nos últimos anos. 

Isso ocorre porque a eletrificação cresce rapidamente, impulsionada por data centers de inteligência artificial, veículos elétricos e pelo próprio avanço das energias renováveis.

Assim, enquanto governos investem em fontes limpas para reduzir a poluição, a infraestrutura que sustenta esse sistema continua envelhecida. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, muitos transformadores têm décadas de uso e não foram projetados para lidar com fluxos de energia que mudam de direção o tempo todo.

Tensão política e disputa sobre renováveis

O estudo também aparece em um momento politicamente sensível. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue travando uma guerra política contra as energias renováveis, defendendo o retorno a fontes tradicionais.

Embora o trabalho dos cientistas chineses não critique diretamente a energia solar ou eólica, ele fornece novos argumentos para quem questiona a velocidade da transição energética sem uma modernização completa das redes elétricas.

Fonte: Click Petroleo e Gás
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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