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Quando a Petrobras recebeu a licença do Ibama para perfurar o poço Morpho, no bloco FZAM-59 da Bacia da Foz do Amazonas, a expectativa era concluir a operação em cerca de cinco meses. Hoje, a campanha aproxima-se de dez meses de duração, já acumula custos estimados em R$ 842 milhões e enfrentou uma sequência de paralisações, autuações regulatórias e revisões operacionais. Depois de mais de três anos de debates ambientais e políticos, a discussão deixa finalmente de ser sobre licenciamento. Passa a ser sobre resultados.A dimensão da aposta ajuda a explicar a expectativa. O Morpho está sendo perfurado em uma lâmina d’água próxima de 2.880 metros e deverá atingir profundidades superiores a 6.000 metros abaixo do leito marinho. Trata-se de uma das operações exploratórias mais complexas já realizadas pela Petrobras na Margem Equatorial. O desafio não é apenas tecnológico. É econômico.
Fonte: CNN BRASIL




