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O dólar fechou o ano de 2023 com uma queda expressiva de 8,08% em relação ao real, marcando a maior redução anual desde 2016. O avanço do real frente ao dólar foi impulsionado pelo alívio de preocupações fiscais internas e pelo diferencial de juros favorável entre o Brasil e os Estados Unidos. Apesar das incertezas nas contas públicas, o mercado observou melhorias fiscais ao longo do ano, especialmente com o esforço da equipe econômica em busca da meta de déficit primário zero em 2024.
A não aceleração do afrouxamento monetário pelo Banco Central brasileiro favoreceu o real, em meio à expectativa de redução de juros pelo Federal Reserve em 2024. O diferencial de juros tornou o real atraente para estratégias de “carry trade”, explicando o fortalecimento da moeda ao longo de 2023. O setor agropecuário também desempenhou um papel crucial nesse cenário.
Surpreendendo projeções pessimistas, o dólar encerrou o ano abaixo de R$5, contrastando com as expectativas de R$5,27 no final de 2022. Para o fim de 2024, a projeção é de dólar a R$5,00, com a possibilidade de patamares ainda mais baixos nos primeiros meses do ano, apesar dos riscos. O segundo ano do mandato do presidente Lula começa com perspectivas mais positivas, destacando melhorias nas contas públicas e no diferencial de juros.
No último pregão de 2023, o dólar teve ganhos de 0,39%, fechando a R$4,8516 na venda, em uma sessão marcada por volatilidade. O movimento acompanhou a virada registrada no Brasil e no índice DXY. Investidores repercutiram anúncios do ministro da Fazenda sobre reoneração gradual da folha de pagamento e o IPCA-15 subiu 0,40% em dezembro. Embora tenha influenciado a alta do dólar, o resultado de 4,72% no ano está dentro da banda de tolerância da meta oficial de inflação, reforçando a expectativa de manutenção do afrouxamento monetário pelo Banco Central.
Fonte: InfoMoney




