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A trajetória centenária do Etanol no Brasil: da época do ‘Fordeco’ ao futuro promissor

Foto: Reprodução da Internet

Poucos conhecem a história, mas o Brasil já produzia biocombustível à base de cana-de-açúcar cerca de 50 anos antes do Proálcool, lançado em 1975. Uma foto de 1925 mostra um Ford de 4 cilindros com faixas indicando “Álcool” e “Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio”, sendo uma das imagens mais antigas da bioenergia no país.

Na década de 1920, o governo encomendou à Estação Experimental de Combustíveis e Minérios o desenvolvimento de motores a álcool. Em 1924, a Usina Serra Grande produzia o biocombustível Usga, abastecendo veículos a 500 réis o litro. A década de 1930 viu a mistura de 5% de álcool nacional à gasolina, impulsionando o mercado.

O Proálcool, criado em 1975 durante a crise mundial do petróleo, alcançou sucesso na década de 1980, mas enfrentou desafios com a queda do preço do petróleo. O ressurgimento do álcool ocorreu em 2003 com o veículo flex, impulsionando o setor.

Atualmente, mais de 22 milhões dos 34 milhões de veículos brasileiros são flex, contribuindo para a redução de gases do efeito estufa. A campanha “Vai de Etanol” destaca os benefícios ambientais e de saúde. O Brasil, segundo maior produtor de etanol, tem potencial para liderar a produção mundial de biocombustíveis, mas depende do apoio das políticas públicas para uma transição energética bem-sucedida.

Fonte: Poder 360
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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