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Transportadoras de MG repassam aos clientes aumento de 10% do valor de frete após aumentos do diesel

Foto: Reprodução da Internet

Por conta dos aumentos sucessivos do preço do diesel, as transportadoras de Minas Gerais já repassam uma alta de até 10% do valor do frete aos clientes. A informação foi confirmada à CBN pelo presidente da FETCEMG, Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, Gladstone Lobato.

Além de Minas, entidades que representam as transportadoras em outros estados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, também já recomendam a elevação do custo do frete entre 8,5% e 10%. Como consequência, os consumidores devem sentir, em breve, o aumento do frete no valor dos produtos, já que 65% de toda a produção brasileira é escoada por rodovias.

Em Minas, o diesel teve uma elevação média de R$1,20 na bomba, segundo a federação, devido ao cenário de conflito dos Estados Unidos contra o Irã e os reflexos no preço do barril de petróleo. Além disso, as distribuidoras também têm entregado metade do combustível solicitado pelas transportadoras, mas, segundo a entidade, não há desabastecimento no estado que justifique a medida.

Segundo Gladstone Lobato, apenas o combustível representa de 35% a 40% do valor do frete. Portanto, a única solução no momento é repassar parte da alta aos clientes.

“Nós não temos como assumir isso. Então, a gente repassa para os nossos associados que é a recomposição de preço imediata e nós temos que trabalhar em cima disso. Nós não temos outra saída, porque nós não temos como deixar o caminhão parado e não faturar. Se você não compra, você também perde. Então, nós temos que negociar e passar para as tarifas que nós estamos sofrendo para os preços do frete. Não tem segredo. Quando o leite aumenta, o arroz aumenta, os donos do supermercado não faz greve. Eles vão lá e põem no preço. O frete é a mercadoria comum igual a essas outras”, explicou.

Para o presidente da FETCEMG, existem aumentos considerados oportunistas diante da instabilidade mundial e, por isso, é necessário que o governo adote medidas para frear as altas abusivas, além de fiscalização.

Ainda, a entidade também defendeu diálogo e se colocou contra uma eventual greve dos caminhoneiros diante dos impactos da paralisação para o setor logístico do país, como destacou Gladstone Lobato.

“Nós transportadores, não apoiamos esse tipo de greve. Acho que o caminhoneiro tem que negociar, você tem que passar para o preço. Eu acho que não é dessa maneira que se resolve o problema. O caminhoneiro autônomo tem que entender o seguinte: se ele não aumentar o frete dele, por causa de o diesel ter aumentado, o que vai acontecer? Também não vai conseguir transportar. Agora, por outro lado também, se abaixar o diesel, o frete também vai abaixar. Não somos definitivamente a favor dessa greve”, afirmou.

Em Minas Gerais e em todo o país, uma operação dos Procons estaduais, da Agência Nacional do Petróleo e da Secretaria Nacional do Consumidor está fiscalizando os aumentos abusivos nos preços nos postos de combustíveis. O Ministério Público Federal também abriu uma investigação sobre crimes relacionados ao setor de combustíveis.

Nesta sexta-feira, a ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, atualizou a tabela do frete mínimo para caminhões. O órgão informou que vai fazer as alterações de maneira mais dinâmica, sempre que houver variação de 5% no preço médio do diesel, para mais ou para menos.

Fonte: CBN
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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