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Transição energética entra em zona de risco pré-2030

Foto: Reprodução da Internet

Com apenas 15% das novas tecnologias implementadas, transição energética entra em zona de risco no curto prazo. 

Hidrogênio sem demanda, incertezas na eólica offshore e gargalos de infraestrutura e incentivo para CCUS ameaçam o ritmo da descarbonização.

Até o final de 2025, menos de 15% das tecnologias de baixa emissão necessárias para cumprir as metas alinhadas ao Acordo de Paris em 2050 estavam implementadas, apenas alguns pontos percentuais a mais do que os 10% registrados há dois anos, alerta uma análise da McKinsey.
 
Faltando menos de cinco anos para 2030, quando serão medidas as metas intermediárias, os analistas observam que a transição energética dá sinais de desaceleração — justamente quando deveria acelerar e apesar dos investimentos recordes.

Os projetos de hidrogênio são um exemplo. Dados da BloombergNEF mostram que os investimentos nessa indústria estão em queda, desde 2024, quando foi registrado recuo de 42% para US$ 8,4 bilhões. 
 
Em 2025, o volume ficou em US$ 7,3 bilhões, com um número significativo de projetos de grande escala na Ásia, Austrália, Europa e Estados Unidos sendo cancelados, adiados ou reduzidos.
 
Demanda fraca e disputas por terrenos e acesso a energia com data centers são algumas das pedras no meio do caminho no setor.
 
Isso tem se refletido também no cenário brasileiro. Por aqui, nenhum projeto chegou ainda à decisão final de investimento (FID). E embora algumas FIDs sejam esperadas em 2026, há empresas revisando seus cronogramas, à espera de sinais mais claros dos mercados consumidores. 

Ventos contrários também estão desacelerando a implantação de parques eólicos offshore em grandes mercados.
 
Para a McKinsey, China, Europa e Estados Unidos provavelmente não atingirão a capacidade instalada no mar esperada para 2030, de forma a alinhar esses mercados ao Acordo de Paris.
 
Os analistas observam que apesar da ausência de metas oficiais para energia eólica offshore na China e nos Estados Unidos, é necessário um crescimento significativo da capacidade instalada para atender novas demandas por eletricidade: cerca de 24 GW nos EUA e 89 GW na China. 
 
E os recentes ataques do presidente estadunidense, Donald Trump, à geração de energia a partir dos ventos já reflete no atraso de projetos.

Aposta da indústria de óleo e gás e de setores difíceis de descarbonizar, os projetos de captura, armazenamento e uso de carbono (CCUS, em inglês) estão sem ritmo há alguns anos e 2026 é visto como crucial para vislumbrar a capacidade dessa tecnologia atender as expectativas.
 
Relatório da Wood Mackenzie aponta que os principais hubs de CCUS anunciados até agora devem chegar à FID entre 2026 e 2027, mas o sucesso depende do apoio político
 
“Os centros de CCS enfrentam um dilema do ovo e da galinha: os operadores precisam de compromissos de compra para justificar o Capex, enquanto os emissores precisam de certeza quanto à infraestrutura. Projetos com forte apoio governamental terão sucesso. Aqueles sem esse apoio enfrentarão desafios crescentes”, avalia.

Fonte: eixos
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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