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Rússia “esgotou stock” de blindados da Guerra Fria para substituir os mais de 9 mil que perdeu desde a invasão na Ucrânia

Foto: Reprodução da Internet

As forças russas conseguiram substituir praticamente todos os veículos blindados de combate que perderam desde fevereiro de 2022 na Ucrânia. Mas fizeram-no à custa de uma reserva estratégica, retirando praticamente todos os veículos da Guerra Fria que precisavam de ser reparados.

Citado pela Ukrinform, o analista checo Jakub Janovsky estima que, nos últimos quase quatro anos de guerra na Ucrânia, as forças russas já perderam 9.200 veículos de combate de infantaria e veículos blindados de transporte de pessoal. No início da invasão da Ucrânia, o exército russo contava com 13.842 destes veículos, aponta o analista.

Mesmo assim, a Rússia conseguiu repor praticamente todos os veículos, informa Jakub Janovsky, assinalando que a frota russa daqueles veículos “é agora, em muitos aspetos, aproximadamente comparável ou ligeiramente maior do que aquela que as forças armadas russas tinham em funcionamento no início da invasão”, em 2022.

Para isso, porém, a Rússia teve de recorrer a uma reserva estratégica, tendo em conta que as perdas anuais rondam os 2.400 veículos e a produção anual é de apenas 900, aponta o analista, que prevê que o exército russo vai começar a sofrer os impactos da falta de stock – o que, segundo Jakub Janovsky, já está a acontecer.

Para repor estas perdas, o Kremlin retirou praticamente todos os veículos da Guerra Fria que estavam armazenados em condições de serem reparados. Trata-se, segundo o analista, de veículos de combate de infantaria BMP-1 e veículos blindados de transporte de pessoal MT-LB, com 50 anos de utilização.

Este esforço, diz, “teve como consequência o esgotamento quase completo dos equipamentos disponíveis em stock”.

“A minha conclusão é que as forças armadas russas são ainda muito perigosas, mas, ao mesmo tempo, parecem incapazes de utilizar eficazmente os veículos blindados que ainda possuem”, assume o analista. 

“Também não acredito que a Rússia alguma vez consiga reconstruir o seu stock de peças de substituição, o que significa que a substituição de perdas futuras terá de ser feita principalmente com veículos recém-produzidos, o que representa uma perspetiva muito má para a Rússia travar guerras ofensivas a esta escala (quanto mais a uma escala maior) no futuro”, conclui.

Fonte: CNN BRASIL
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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