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O Rio Grande do Norte, destacado como o principal polo nacional na geração de energia eólica em terra, agora mira os vastos horizontes marítimos. Com 14 pedidos de licenciamento para parques eólicos no mar, o estado projeta investimentos significativos, estimados em R$ 60 bilhões até 2030, conforme a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec/RN). Esses projetos, estrategicamente localizados no litoral norte entre Touros e Areia Branca, têm o potencial de gerar até 25,4 GW de energia, alimentando a ambição de posicionar o estado como um líder também na geração offshore.
Empresas de renome, como a Petrobras e a Total Energies, estão entre as interessadas nesse empreendimento promissor. No entanto, o caminho para a implementação não é isento de desafios. Disputas por áreas de instalação e a ausência de regulamentação específica representam obstáculos a serem superados. A Petrobras, por exemplo, busca licenciar três projetos offshore: Costa Branca I (1,45 GW), Costa Branca II (2,10 GW) e Ginga (1,06 GW), abrangendo áreas que se estendem de Galinhos a Areia Branca.
Apesar do otimismo generalizado, questões como a infraestrutura portuária e a legislação específica ainda precisam ser cuidadosamente endereçadas para garantir o pleno desenvolvimento da indústria offshore no estado. No entanto, a crescente demanda por energia renovável, especialmente para a produção de hidrogênio verde, impulsiona a perspectiva positiva desse setor no Rio Grande do Norte, sugerindo um futuro promissor tanto para a economia quanto para o meio ambiente.





