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O presidente do Refina Brasil (Associação Brasileira dos Refinadores Privados), Evaristo Pinheiro, afirmou nesta 3ª feira (3.mar.2026) que a alta do petróleo no mercado internacional deve levar a Petrobras a reajustar os preços dos combustíveis no Brasil. Segundo ele, manter valores abaixo da paridade internacional pode gerar prejuízos à estatal e às refinarias privadas.
O executivo afirma ser necessário que a companhia mantenha os preços alinhados ao PPI (Preço de Paridade de Importação) –política encerrada em 2023 que alinhava o valor dos combustíveis no Brasil (gasolina e diesel) aos preços do mercado internacional. Segundo ele, vender combustíveis abaixo desse parâmetro pode comprometer as margens da estatal.
“O maior preço do barril do petróleo obrigará a Petrobras a reajustar seus preços. Caso contrário, haverá um grande problema. Com a política de preço da Petrobras abaixo do PPI (preço de paridade internacional), a estatal está perdendo dinheiro e torrando recursos num ritmo muito acelerado”, afirmou em entrevista.
A Petrobras ainda define os preços dos combustíveis com base em referências internacionais, câmbio, custos e condições de mercado, mas sem seguir uma regra automática atrelada ao PPI. Para a associação, o preço do diesel está 23,9% abaixo do que deveria estar e a gasolina, 8,8%.
A declaração vem em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que impulsionaram o barril para acima de US$ 80 e ampliaram a volatilidade nos mercados globais. Para Pinheiro, o “efeito óbvio” da alta é a pressão inflacionária, já que gasolina e diesel impactam diretamente os custos de transporte e a cadeia de alimentos. Pinheiro afirma que a prática de segurar reajustes já levou a perdas financeiras relevantes para a Petrobras. Além disso, argumenta que refinarias privadas acabam pressionadas a vender a preços menores para acompanhar a estatal, o que pode resultar em prejuízos para o setor independente.
Fonte: Poder 360




