Foto: Reprodução da Internet
As negociações do petróleo encontraram terreno negativo ao longo da quarta-feira (1º), mas essa tendência se aprofundou após a divulgação do relatório semanal de reservas nos Estados Unidos, levando o hidrocarboneto a atingir seu ponto mais baixo em um mês e meio.
O barril do Brent do Mar do Norte, transacionado em Londres para entrega em julho, registrou uma queda de 3,34%, chegando a US$ 83,44. Enquanto isso, o West Texas Intermediate (WTI), ponto de referência no mercado americano com vencimento para junho, recuou 3,57%, alcançando US$ 79.
O relatório da Agência de Informação sobre Energia (EIA) dos Estados Unidos revelou um acréscimo de 7,3 milhões de barris nas reservas comerciais de petróleo, contrariando as previsões dos analistas, que estimavam um aumento de 2,5 milhões de barris na semana encerrada em 26 de abril. Esta é a 11ª alta em 14 semanas.
Os investidores observaram também a redução na utilização da capacidade das refinarias, caindo para 87,5% em comparação com os 88,5% da semana anterior, apenas um mês antes da temporada de viagens de carro nos Estados Unidos.
Além disso, as exportações diminuíram 24% em uma semana, e os volumes de gasolina entregues ao mercado estão abaixo da média dos últimos cinco anos para este período, exceto em 2020, o ano da pandemia de covid-19.
Stephen Schork, do Schork Group, ressaltou a queda nas margens das refinarias.
O analista também apontou para uma diminuição na diferença entre os preços do contrato de referência e o contrato futuro seguinte, indicando “um sinal de que a oferta supera a demanda neste momento”, explicou.
“A tudo isso se soma a esperança de um cessar-fogo no Oriente Médio”, acrescentou Susannah Streeter, da Hargreaves Lansdown.
Fonte: ISTOÉ




