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O panorama energético na Venezuela deu uma guinada radical após as ações dos EUA no país desde o dia 3 de janeiro. Duas das maiores companhias energéticas da Europa, a italiana Eni e a espanhola Repsol, preparam-se para reativar e incrementar seus investimentos sob um novo esquema de “segurança completa” garantido por Washington.
O bloco Cardón IV, que é o ativo no qual operam conjuntamente Repsol e Eni, encontra-se no Campo Perla, uma gigantesca jazida de gás natural no Golfo da Venezuela. Este resultou ser um dos maiores descobrimentos de gás na América Latina, com uma produção de 580 milhões de pés cúbicos de gás por dia em 2023 — um aumento de 31% em relação a 2019, segundo dados da Bloomberg.
De acordo com o Financial Times, esta dívida responde à revogação das licenças à Venezuela por parte da administração de Donald Trump em março e maio de 2025. Também se deve à “ausência de um mecanismo claro para quitar essas obrigações”.
No entanto, tanto a Eni quanto a Repsol confirmaram sua disposição de “investir com força” na Venezuela após a histórica reunião de 9 de janeiro de 2026 na Casa Branca. Participaram desse encontro 17 grandes empresas petrolíferas e energéticas.
O CEO da Repsol, Josu Jon Imaz, deixou claro durante a reunião com Trump que os objetivos de sua empresa tornaram-se mais ambiciosos na Venezuela. Ele propôs que a meta é “triplicar a produção” no país nos próximos três anos.
Estas gigantes europeias têm sido sócias estratégicas da Petróleos de Venezuela (PdVSA) durante décadas, operando juntas no Projeto Cardón IV. A Repsol também possui participação na Petroquiriquire e Petrocarabobo, enquanto a Eni participa na Petrosucre, Petrolera Güiria e Petrolera Junín.
Fonte: Bitaçora economia




