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Tudo parecia bem com a Petrobras (PETR4) em 2025. A ação caminhava para renovar máximas, a administração tinha confiança de que entregaria bons resultados e, o mercado, claro, estava animado com seus dividendos pomposos.
Porém, a política tarifária de Donald Trump, que jogou o mundo em mar de incertezas, pegou em cheio o petróleo, que viu o valor recuar para o patamar de US$ 60, o menor desde 2021, período em que se vivia uma pandemia.
Além do perigo da economia crescer menos em 2025, outro fator contribuiu para jogar os preços para abaixo: a Opep, cartel de países produtores de petróleo, resolveu que era hora de aumentar a produção.
Resumo da ópera: no ano, a commodity acumula queda de 12%. Um recuo acentuada em um curto espaço de tempo. Espelhando o desempenho, a ação da Petrobras desaba 17%, a R$ 30, mínimas de dois anos.
Petrobras: Caixa vai secar?
Com o preço do petróleo, a empresa com certeza lucrará menos. A questão é saber até que ponto a petroleira aguenta ‘desaforos’.
De maneira geral, analistas que conversaram com o Money Times afirmam que a Petrobras está preparada para absorver os impactos da queda da commodity.
Ilan Arbetman, na Ativa Investimentos, diz que a petroleira se destacou por ter custos de produção baixos, o que deixa a companhia com custos extremamente competitivos.
“Digamos que o petróleo caia mais. Pode ser que a companhia, assim como todas, tenha que rever a estrutura produtiva, fechar campos que possa ter um lifting cost mais alto, como campos de águas rasas ou de terras”.
Com o patamar de US$ 65, a geração de caixa da Petrobras seria de em torno de 5%, o que, segundo João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, é gerenciável diante da atual estrutura de capital da companhia.
Fonte: moneytimes




