Foto: Reprodução da Internet
O pleno desenvolvimento do mercado spot de gás natural, no Brasil, passa pela necessidade de um choque de simplificação, para que ganhe mais liquidez e se aproxime de mercados mais maduros, na avaliação do diretor de Comercialização de Power e Gás Natural da Galp, Thiago Arakaki.
O executivo sugeriu que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) encabece iniciativas nesse sentido, para derrubar as complexidades de operação no mercado spot, no Brasil.
“Tem toda uma complexidade que a gente vê que hoje não faz tanto mais sentido”, disse Arakaki, ao participar da gas week outlook 2026, em São Paulo, na terça-feira (24/2). Assista à íntegra!
Ele exemplificou o custo regulatório, ao citar que, qualquer contrato de comercialização de molécula precisa ser registrado na ANP – e, posteriormente, uma vez emitida, a nota fiscal também precisa ser compartilhada com o regulador.
No transporte, ele citou a necessidade de pagamento de tarifas de curto prazo com multiplicadores – o que também inibe o pleno desenvolvimento da modalidade spot.
“A gente vê outros mercados mais maduros, mais líquidos, que isso é muito mais simplificado”.
Principais assuntos tratados pelo diretor da Galp:
- Papel da ANP: executar agenda regulatória com escuta dos agentes e criação de regras que deem estabilidade;
- Mercado de curto prazo ainda imaturo: falta liquidez para evoluir para câmaras de compensação;
- Complexidade burocrática atual: registro de contratos na ANP e obrigações fiscais oneram operações de curto prazo;
- Provocação: programa “Simplifica Gás” para reduzir burocracia e custos de transação nas operações de curto prazo;
- LRCAP: avanços em não contratar entrada, viabilizando novas térmicas conectadas à malha;
- Biometano: implementação com parcimônia para evitar distorções e aproveitar potencial off-grid.




