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Diferentemente de outros mercados de energia no mundo, o preço de curto prazo de energia elétrica, o chamado preço “spot” (PLD–Preço de Liquidação das Diferenças), utilizado para liquidação pelos agentes na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), é determinado de forma centralizada por meio de modelos computacionais, e não por meio de ofertas de preços dos agentes de geração, como ocorre em mercados mais maduros e competitivos.
A complexidade do sistema elétrico brasileiro não encontra paralelo no mundo: país de dimensão continental, praticamente todo interligado e com crescente diversificação das fontes de geração, com uma cada vez maior participação das fontes intermitentes na nossa matriz, como eólica e solar, hoje já representando cerca de 35% da capacidade instalada.
É inequívoco que a sinalização correta das decisões operativas e dos preços de energia é fundamental para o que os economistas chamam de “alocação eficiente de recursos”, algo que vale tanto no Brasil quanto em qualquer outro lugar do mundo. Por isso, é essencial que as autoridades mantenham firme a decisão tomada em 2024 e sigam na agenda de aprimoramento dos modelos computacionais, não se deixando levar por pressões pontuais e comerciais, em detrimento da sociedade brasileira, que não tolerará custos elevadíssimos nas contas de energia de forma desnecessária, bem como riscos de apagões frequentes.
Fonte: poder360




