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Dólar fecha em alta e atinge maior valor desde outubro após divulgação de dados dos EUA

Foto: Reprodução da Internet

Nesta segunda-feira, o dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0588 reais na venda, marcando uma alta de 0,86% e alcançando o maior valor desde 13 de outubro do ano passado, quando encerrou a sessão em 5,0888 reais. Essa valorização foi impulsionada pela divulgação de dados robustos sobre a indústria norte-americana, sugerindo que o Federal Reserve pode adiar novamente o corte de juros nos EUA.

Os mercados abriram a semana reagindo aos comentários do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, feitos na semana anterior. Powell indicou que a instituição observará os dados econômicos para decidir sobre os juros, o que levou os investidores a reavaliarem suas apostas em relação ao início do processo de corte de juros pelo Fed.

No cenário internacional, o dólar se fortaleceu frente a outras moedas desde o início da sessão, refletindo o aumento firme dos rendimentos dos Treasuries e as expectativas de que o Fed pode começar a cortar juros em junho. Um dos pontos destacados foi o desempenho da indústria norte-americana, evidenciado pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial, que subiu para 50,3 em março, a primeira leitura acima de 50 desde setembro de 2022.

Esse crescimento indica uma recuperação no setor industrial dos EUA, o que influenciou diretamente as expectativas de política monetária. O dólar à vista apresentou uma variação entre a mínima de 5,0098 reais (-0,12%) e a máxima de 5,0714 reais (+1,11%) ao longo do dia, refletindo a volatilidade do mercado diante das notícias econômicas e das expectativas em relação ao Fed.

Com o diferencial de taxas de juros entre Brasil e EUA podendo diminuir, devido à possibilidade de adiamento do corte de juros pelo Fed, o real tende a se desvalorizar frente ao dólar. Isso porque, enquanto o Banco Central do Brasil sinaliza uma possível desaceleração no processo de corte da Selic em junho, o Fed pode manter as taxas mais altas por um período prolongado. No mercado futuro, o contrato de dólar subiu 0,75%, chegando a 5,0750 reais na venda, indicando uma continuidade da pressão altista sobre a moeda norte-americana.

No cenário doméstico, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem dos vencimentos de junho, mostrando a atuação da autoridade monetária para conter a volatilidade cambial. Com esses elementos, os investidores permanecem atentos às movimentações nos mercados internacionais e às decisões do Federal Reserve, que podem influenciar significativamente o comportamento do dólar nos próximos dias.

Fonte: investing
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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