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O estudo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revela um descompasso notável entre a oferta e a demanda de energia no Brasil, apesar das projeções de aumento na capacidade de geração nos próximos anos. Apesar disso, as contas de luz continuam a subir, desafiando a lógica econômica convencional.
A ascensão das fontes renováveis, como eólica e solar, embora positiva em termos ambientais, está gerando instabilidade no sistema elétrico. Isso ocorre devido à natureza intermitente dessas fontes, o que exige a ativação de termelétricas mais caras nos momentos de baixa produção.
Além disso, o crescimento da geração distribuída, principalmente através de painéis solares nos telhados, está adicionando complexidade ao cenário. Isso porque a adesão a esse modelo reduz a base de clientes das distribuidoras, que acabam arcando com custos e subsídios do sistema.
O excesso de intervenção e subsídios no setor elétrico agrava ainda mais a situação, pressionando os consumidores com aumentos nas tarifas. O desafio é agravado pela pandemia, que contribuiu para a frustração das projeções de consumo.
Embora soluções como a exportação de energia e a eletrificação de setores econômicos possam oferecer alívio, é fundamental um planejamento claro e coeso liderado pelo Executivo para garantir a estabilidade do setor elétrico brasileiro em meio a esses desafios e distorções crescentes.
Fonte: Absolar




