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Da safrinha ao bilhão: Como etanol de milho virou motor de um novo meganegócio no Brasil

Foto: Reprodução da Internet

A trajetória do etanol de milho no Brasil é um caso emblemático de como uma commodity secundária pode ascender ao protagonismo em uma nova fronteira energética. O que começou como “safrinha da soja”, alternativa de cultivo fora do calendário da principal cultura do país, evoluiu para um setor bilionário que hoje movimenta cerca de R$ 31 bilhões anuais e já mira um mercado ainda maior com o uso do etanol como combustível marítimo.

Durante décadas, o milho era visto como uma cultura complementar no Brasil, cultivada no vácuo da safra da soja. A ideia de produzir etanol a partir do grão, seguindo o modelo americano, era ainda considerada uma aposta incerta. Há apenas dez anos, o etanol de milho começava a surgir no radar, encarado como uma alternativa concorrente ao consagrado etanol de cana-de-açúcar brasileiro.

Mas o cenário mudou. A partir de 2017, impulsionada pelo esgotamento da expansão da cana e pela demanda crescente por combustíveis limpos, a produção de etanol de milho explodiu, inicialmente no Centro-Oeste e, mais recentemente, avançando para o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e o Nordeste, regiões com alto consumo de combustíveis para motores flex.

Com produtividade crescente, investimentos bilionários e oportunidades internacionais, o etanol de milho representa um novo ciclo de riqueza, sustentabilidade e inovação no agro brasileiro. E, diante de um mundo que busca alternativas aos combustíveis fósseis, esse meganegócio está apenas começando.

Fonte: comprerural
Nélio Wanderley

Nélio Wanderley

CEO da Posto Seguro Brasil e sócio da Nortear Energy empresas de Consultoria e de Assessoria ao mercado de combustíveis Graduado em Administração e Gestão Comercial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduando em Gestão Pessoas e Comportamento Organizacional. Experiência profissional de mais de 30 anos na área Comercial, Gestão de Novos negócios (desenvolvimento de carteiras nas Distribuidoras de Petróleo), Gestão de Projetos, Gestão de Lubrificantes e Gestão de Rede de Postos, com carreira desenvolvida em empresas como: Atlantic, Ipiranga e Ale.

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