Foto: Reprodução da Internet
Diversas marcas enfrentam desafios com baixas vendas no mercado brasileiro em 2025 devido a preços altos, falta de marketing e estratégias inadequadas atingem as montadoras .
O cenário de 2025 no Brasil: por que algumas montadoras estão em crise?
O ano de 2025 revela várias montadoras em crise no Brasil. Empresas conhecidas lutam para justificar seus investimentos no país. A dificuldade em transformar carros em vendas é clara. Fatores como preços elevados, estratégias de mercado e falta de variedade ou marketing adequado impactam diretamente os resultados.
A Kia já teve mais destaque no Brasil, com modelos como Sportage e Cerato. Hoje, vive uma crise de presença. Foram menos de 1000 veículos vendidos até agora em 2025. Desse total, 600 unidades são do pequeno caminhão Bongo. Ou seja, a Kia vendeu menos de 400 carros de passeio em 2025. A marca perdeu o ritmo da renovação e depende muito da importação, o que encarece seus produtos. O Sportage, por exemplo, parte de R$ 270.000, competindo com SUVs mais equipados. Para reverter, a Kia poderia trazer modelos como o elétrico EV6 ou o K3 (substituto do Cerato), além de investir mais em marketing.
A Suzuki vive uma realidade ainda mais silenciosa. Foram apenas 430 unidades emplacadas no ano. A marca japonesa opera via HPE Automotores (parceira da Mitsubishi), mas parece operar no piloto automático. Hoje, só oferece o Jimny Sierra, com preços a partir de R$ 170.000, valor alto para um compacto simples. Sem novidades, perde espaço. A chegada do novo Vitara (já lançado no Reino Unido) e mais divulgação poderiam mudar o jogo.
Lexus e JAC Motors
A Lexus, divisão de luxo da montadora Toyota, segue uma filosofia discreta. No Brasil, essa discrição virou quase invisibilidade. Foram apenas 258 unidades no primeiro trimestre de 2025. Sua linha (UX, NX, RX, ES) tem versões híbridas e acabamento refinado. O problema é o preço: o UX parte de R$ 299.000 e o RX chega a R$ 670.000. A marca não comunica bem seu status ou inovação. A rede é pequena e a presença na mídia, nula. Precisaria investir pesado em marketing e talvez trazer modelos mais acessíveis, como o crossover LBX.
A JAC Motors chegou com promessas ambiciosas em 2011. Hoje, a realidade é outra. Vendeu menos de 350 veículos em 2025, sendo 70% caminhões elétricos. A aposta atual é quase exclusiva em elétricos (E-JS1, E-IV 330, E-JS4). O custo-benefício espanta: o E-JS1 custa mais de R$ 120.000. A autonomia ainda deixa a desejar e a rede de pós-venda é enxuta. O investimento em eletrificação não está trazendo retorno. A JAC precisa rever a estratégia, talvez com híbridos plug-in mais acessíveis, e reforçar o suporte técnico.
Fonte: clickpetroleoegas




