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O aumento dos preços do petróleo no mercado internacional e a valorização do dólar em relação ao real têm gerado um impacto significativo nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras no Brasil. A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) alerta para a elevada defasagem nos preços, que chega a 17% na gasolina, representando um acréscimo de R$ 0,56 por litro.
No caso do diesel, a diferença é menor, mas ainda expressiva, atingindo 10%, ou seja, um aumento de R$ 0,36 por litro. O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, ressalta que essa defasagem tem impactos negativos tanto no mercado de biocombustíveis, como o etanol, quanto para os importadores de combustíveis, que enfrentam incertezas ao trazer o produto para o país devido à discrepância de preços praticados pela Petrobras. A Refina Brasil, Associação dos Refinadores Privados, estima que a Petrobras já acumula mais de R$ 9 bilhões em perdas ao manter os preços desatualizados há um longo período.
A última atualização dos valores ocorreu em outubro do ano passado, quando houve uma redução de 4% no preço da gasolina e um aumento de 6,5% no diesel. Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, alerta para os impactos econômicos dessa política de preços da Petrobras, não apenas para a empresa, mas também para a arrecadação federal. Segundo a associação, a União já deixou de arrecadar mais de R$ 1 bilhão em impostos sobre os combustíveis devido à defasagem.
A alta nos preços do petróleo tipo Brent, que superou os US$ 89 por barril, e a pressão sobre o câmbio, com o dólar se mantendo em torno de R$ 5,05, têm contribuído para agravar a situação. A preocupação com a taxa de juros nos Estados Unidos também tem impactado o câmbio, gerando incertezas no mercado financeiro. Adriano Pires, da CBIE Consultoria, destaca que, apesar da diferença nos preços, o risco de desabastecimento no Brasil é baixo, especialmente devido à importação de diesel russo, mais barato no mercado internacional.
No entanto, a situação da gasolina é mais delicada, com a Petrobras subsidiando o combustível para os consumidores brasileiros. Diante desse cenário desafiador, muitos analistas questionam se a Petrobras tomará medidas para ajustar os preços dos combustíveis, considerando a pressão sobre a empresa e as incertezas econômicas globais.
Fonte: cnnbrasil




